Quando falamos no cuidado com o nosso bebé, uma das primeiras ações que nos vem à cabeça será a sua alimentação. Vamos amamentar? Quando e como amamentar? A partir de que idade, o nosso pequeno irá deixar de amamentar? Para quando é possível a introdução de novos alimentos?
Bem, são muitas perguntas que são normais os pais terem, quando se deparam com os vários cuidados que devem ter com o seu pequeno. Além disso, se juntarmos outras preocupações, igualmente importantes, como a decisão de amamentar ou não, a possibilidade de o fazer, que tipo de papel o pai terá num momento que é tão exclusivo entre mãe e o bebé e quais serão as reações do pequeno, bem como as dos pais.
Consideramos que existe aqui, uma tentativa de equilíbrio entre este fatores e outros. Nós enquanto indivíduos, temos as nossas rotinas e hábitos bastante definidos. Quando nos deparamos com algo novo e que irá quebrar um pouco com aquilo que seria o mais lógico de acontecer, temos esta sensação de tentar perceber como podemos introduzir estas novas práticas no nosso dia a dia, assim como sentirmo-nos úteis naquilo que estamos a fazer.
Já que estamos a abordar estes temas decisivos para o bebé como para os pais, queremos tocar num assunto — o papel que o pai pode ter durante o período de amamentação.
Aqui no blogue, já abordámos um pouco sobre a amamentação, da sua importância e de determinadas características que fazem com que este processo seja diferente de mãe para mãe. Achamos ser igualmente importante, percebermos como o pai se pode sentir e que papel pode ter a partir do momento em que a mãe decide que quer amamentar.
Fomos realizar as nossas pesquisas do costume e, como não poderia deixar de ser, queremos partilhar com vocês o que descobrimos e o nosso ponto de vista.
Todos nós consideramos, que é uma das coisas mais naturais e bonitas ver a mãe a alimentar o seu bebé e, ter esse momento exclusivo a dois. Contudo, pode ser um momento em que o pai se pode sentir de parte e sem saber o que fazer, existindo uma vontade de participar e fazer com que a mãe não se sinta sozinha.
Numa primeira instância, esta necessidade de colaboração em conjunto começa no momento de decisão de amamentação. Sabemos que é uma algo que dirá mais respeito à mãe. Contudo, se essa decisão for partilhada e conversada, dará um sentido ao papel do pai e, naturalmente, se sentirá mais envolvido no processo. Embora seja um momento que será exclusivo ao bebé e à mãe, haverá sempre sentimento de estar de parte, mas fazer esta decisão em conjunto já é um primeiro passo.
Outro aspeto apontado nas nossas pesquisas, é questão de existir alguns ciúmes por parte do pai. No início pode não ser fácil, pois estamos a falar da predisposição que a mãe terá para o bebé, como é o caso do peito que terá a função de amamentar. Por consequência, irá sentir-se sensível e necessitará de vários cuidados. Contudo, será uma fase inicial, pois o pai fará o esforço de se sentir integrado no momento de amamentação e, com certeza, acabará por ser um momento bonito em família.
A partir do momento em que a mãe decide amamentar, o pai pode ter aqui um papel tranquilizador e de confiança. Será uma forma de não se sentir de parte. Um bom exemplo que podemos apontar, seria a ajuda em criar um ambiente relaxado e fazer com que a mãe se sinta confortável. Buscar algo que a mãe necessite ou apenas estar ao lado dela, serão outros tipos de ajuda fundamentais. Seguro, que o pai já se sentirá no momento.
Adicionalmente, sabemos que a amamentação pode ter os seu percalços (ex: o mamilo gretado ou mamadas compridas). É natural, que a mãe exerça alguma pressão em si e sinta que aquele momento depende grande parte dela. Contudo, o pai poderá ter este papel de tranquilizador e de tentar motivar a mãe, relativizando as coisas e ganhando mais autoconfiança.
Um último ponto que considerámos importante e que foi destacado nas informações que obtivemos, foi a fase em que o bebé começa a deixar de mamar e começa a acontecer a transição para uma alimentação diversificada. Neste momento, a mãe pode sentir que já não está tão próxima do bebé, sendo uma fase que deve ser passada de forma tranquila, tendo a perceção de que é algo perfeitamente normal. O bebé já estará a entrar nos 7 meses e a diversificação pode demorar o seu tempo. Aí o pai já terá um papel fundamental e um pouco mais ativo, podendo dar o biberão ao pequeno. Com algum receio de agora ter essa responsabilidade, mas será algo que com o passar do tempo e com a prática irá ganhar jeito e, a mãe ficará tranquila com um momento de tanta ternura.
Com as informações que recebemos hoje, a amamentação é algo que é grande parte derivado do papel da mãe, porém vai além disso. O pai pode ter aqui um papel importante — apoio constante em qualquer ocasião, seja a nível emocional como na realização de alguma coisa que a mãe precise. É verdadeiramente inspirador, ver um momento tão único entre mãe e bebé, mas adicionar a preocupação e colaboração do pai em todo o processo, torna-se ainda mais especial. Especial, pode facilitar e levá-lo da melhor forma possível.
Afinal de contas, a amamentação é um processo único, que varia de mãe para mãe, de bebé para bebé e, hoje, consideramos que pode variar um bocadinho de pai para pai.
E vocês? Como correu este processo de amamentação? Pais que estão por aí, como se sentiram durante a amamentação? Algum aspetos que quisessem partilhar connosco? Mães, como se comportaram os pais e como se sentiram? Queremos saber a vossa experiência. Queremos saber a vossa opinião.






