Abordamos aqui com frequência sobre o crescimento e desenvolvimento dos pequenos. Queremos saber como tudo se processa, alguns aspetos que devemos ter em conta e que tipo de práticas podem ser aplicadas, sempre considerando a experiência e contexto de cada um.
O crescimento e desenvolvimento do bebé passa por pequenos, mas importantes passos que vão sendo alcançados. A introdução de novos alimentos, o momento em que diz a primeira palavra, os primeiros passos e, tantos outros acontecimentos. Tais superações são sinal de que o tempo passa rápido, mas é especial e único ver as nossas crianças a evoluir.
Algo evidente e comum em qualquer passo seguinte que os nossos pequenos realizem, é a preocupação dos pais em poderem dar o apoio necessário para que tudo corra bem e que se sintam confortáveis e, a sensação de que os nossos pequenos querem sempre partilhar com os seus pais.
Bem, na publicação de hoje vamos para mais um passo que os pequenos começam a dar e os pais incentivam que aconteça. Já conseguimos perceber que deixar algum objeto ou alguma ação que faça diariamente é difícil e requer sempre um período de adaptação, como qualquer ser humano. Este processo pode ter um progresso mais rápido, mais lento, pode regredir ou podem ter momentos em que existe alguma estagnação e, por isso, devemos perceber o que podemos fazer com que haja algum desenvolvimento.
Tais características são também evidentes, quando abordamos o tema de deixar a fralda. Segundo as nossas pesquisas, esta prática vai sendo implementada aos poucos, com várias tentativas e com a preocupação de que os nossos pequenos percebam esta transformação e comecem a não precisar de utilizar fralda.
A idade com que se começa a fazer este treino de deixar a fralda situa-se, mais ou menos, por volta do momento em que o bebé irá para o infantário ou entre os 12 e 36 meses. Os pais começam a ter alguma preocupação em que o seu pequeno comece a utilizar o bacio e a fralda tenha um papel cada vez mais reduzido. O pequeno começará a ter a necessidade de pedir para ir à casa de banho e a ter um maior controlo e responsabilidade.
No entanto existe sempre uma quantidade de perguntas importantes relacionada com este treino que, vai sendo feito de forma gradual e com pequenos passos, para que as crianças tenham a possibilidade de experimentar e perceber se se sentem confortáveis.
Este deixar da fralda é mais um passo para a independência e para o crescimento do bebé. Para os pais, começa a não existir a sobrecarga da muda de fralda e, para não falar, que em termos financeiros existe uma menor redução de custos. Para o bebé é algo novo. Para o mundo lá fora, existe sempre aquela pressão de uma aprendizagem rápida, quase a impossibilidade de regredir ou porque a idade em o bebé está não lhe permite já usar fralda. São opiniões que geram alguma preocupação e dúvidas aos pais.
Nós também temos algumas dúvidas de como tudo se processa e como podemos ajudar as crianças, como tantos pais, e quisemos perceber que tipo de questões podem surgir e as suas respetivas respostas. Não queremos que os pais entrem numa obsessão e, por isso, deixamos algumas dicas úteis que encontrámos.
A primeira passa por questionar sobre se existe uma idade específica para o bebé largar a fralda. A resposta é simples, não existe uma idade certa. O bebé está pronto fisiologicamente, quando conseguir controlar os esfíncter (retenção/expulsão) e quando psicologicamente estiver pronto para deixar de ser bebé. Depende de cada caso. No entanto, estima-se que entre os 15 e os 36 meses começam a deixar de fazer xixi na cama e, próximo dos 28 meses começam a conseguir controlar durante o dia.
A segunda pergunta passa pelos sinais que a criança pode dar, que significam que pode estar pronta para utilizar o bacio. Não se preocupem, eles serão evidentes. A capacidade de conseguirem sentar-se ou levantar-se sem ajuda, ser capaz de subir escadas sozinha, ser capaz de comer sozinha e, principalmente, demonstrar que está pronta para subir mais um nível para a sua independência. Outros sinais que indicam que querem esta mudança, é precisamente o tocar na fralda suja ou mesmo ter interesse pelo bacio.
A terceira dúvida é — a utilização do bacio cedo irá prejudicar o treino de ida à casa de banho? Provavelmente. Colocar pressão à criança para se desenvolver rápido e, neste caso, para a utilização do bacio, irá fazer com que haja um atraso na aprendizagem. Desta forma, é sempre importante termos em consideração que depende se a criança estiver pronta. Enquanto não estiver, os pais podem explicando ao poucos a importância de usar o bacio, como utilizá-lo e o que se espera que a criança faça.
A quarta está relacionada com o colocar a criança no bacio com a ajuda da criação de intervalos regulares. Pode ser uma dica que pode resultar. Sabemos que as crianças gostam de rotinas e, porque não implementar horas certas de idas ao bacio — ao acordar, antes e depois da sesta, antes de ir dormir, entre outros. Igualmente, podemos colocar o bacio na casa de banho para que a criança se habitue ao sítio. Ao início, até podemos sentarmo-nos com ela para lhe transmitir segurança e que a ida à casa de banho é algo natural.
A quinta dúvida prende-se com o facto de se devemos deixar ou não a criança no bacio até que faça o que seja esperado. Pelo que conseguimos perceber, tornar esta ação numa obrigação irá causar um amento do medo que a criança possa sentir, pois não irá estar a altura das expectativas, o que irá influenciar a sua autoconfiança. Se naquela ida ao bacio não acontecer nada, devemos elogiar de forma tranquila pela tentativa e demonstrar que poderão tentar de novo num momento mais tarde.
A sexta pergunta refere alguns acidentes que possam surgir neste treino para ir à casa de banho. Caso a nossa criança suje as calças, devemos tranquilizá-la quanto à capacidade que ela tem de aprender uma tarefa nova, demonstrando-lhe que sempre que queira ir à casa de banho não espere até ao último minuto para poder pedir.
A sétima questão é a seguinte — caso a criança não consiga utilizar o bacio, podemos sugerir que vá à casa de banho como os adultos? Como se costuma dizer, pode ser um passo maior que a perna. Normalmente, este passo é o último, em que o adulto acompanha a criança à casa de banho, após a criança já ter usado o bacio.
Seguimos para oitava questão que foca a possibilidade de regressão. As crianças poderão ter reações em que existe uma breve regressão, como por exemplo voltar a fazer xixi na cama. A chegada de um novo bebé , como outras razões pode influenciar, mas não se preocupem, com um pouco de paciência tudo voltará ao normal.
Nona e última dúvida diz respeito ao facto de o bebé já se conseguir controlar durante o dia e quanto ao tempo que levará a que aconteça o mesmo durante a noite. A resposta desta questão pode variar muito. Podem demorar apenas alguns dias, algumas semana ou alguns meses. Algumas crianças podem já conseguir controlar-se durante a noite e ser mais complicado durante o dia. Bem, o mais importante é mesmo não pressionar e deve existir uma adaptação dos pais ao ritmo do seu pequeno.
Com tantas dúvidas sobre este tema, apercebemo-nos de que pode ser bastante desafiante esta transição, tanto para o pequeno como para os pais. Acreditamos que possa ser uma grande mudança para todos. O nosso bebé deixa de ser bebé. Começa a ser uma criança independente.
São nestes momentos que para nós, pais, é incrível o quão o tempo passa, pois apenas há pouco tempo era um ser pequeno e completamente dependente dos pais. Eles crescem e que bom é poder acompanhá-los e estar na primeira fila para os apoiar sempre que necessário.
Desta forma, o objetivo da publicação de hoje foi dar algumas dicas para este processo de troca da fralda pelo bacio e tornar a pressão que, por vezes, se sente do exterior algo sem importância. O que realmente é crucial é o apoio que devemos dar ao nosso pequeno, dar a conhecer de forma calma aquilo que queremos que aconteça e fazê-lo de forma tranquila. Nós acreditamos que eles vão chegar lá, ao seu ritmo.
E vocês? Como foi todo este processo de transição entre fralda e bacio? Algum momento sentiram que o vosso pequeno sentiu dificuldade ou existiu alguma frustração no processo? Se sim, como lidaram com essa situação? Que outras dicas ou dúvidas acrescentariam à lista que partilhámos aqui com vocês? Queremos saber a vossa experiência. Queremos saber a vossa opinião.





