Falar sobre crianças

06 Maio 2026

Já não se considera recém-nascido - parte 1

Já não se considera recém-nascido - parte 1
Já não se considera recém-nascido - parte 1


O crescimento e desenvolvimento dos mais pequenos é rápido, notório e extremamente delicioso. Seja o começar a andar, a falar, ou mesmo a ter maior destreza a nível motor e psicológico. 


Com tais características, começa a existir aqui uma transição entre a fase de recém-nascido para uma seguinte. E não se deixe enganar, que esta transição é bem visível, dando vários sinais como:

  • O pequeno começa a ter facilidade em pegar na comida, nem que seja apenas com três dedos das mãos;
  • Os utensílios como o garfo ou colher já despertam a sua curiosidade e, por isso, tenta utilizá-los nas suas refeições;
  • O ato de beber também está a ser explorado, intercalando a versão de beber do copo diretamente ou a versão de beber pela palhinha.


Estes processos são apenas alguns de muitos, que o bebé está empenhado a tentar até aperfeiçoar a sua técnica. No entanto, devemos deixar que este crescimento e desenvolvimento seja realizado de forma natural, gradual e sem pressões. Acreditamos que, se tal não acontecer, o bebé terá sempre receio em tentar e poderá não se sentir confiante em evoluir. Existe um ritmo que é imposto por eles, não existindo atrasos ou avanços passíveis de comparações. Apenas na eventualidade de existir algo que que não seja normal, será aconselhado falar com o pediatra. 


Ao ultrapassar os 12 meses, fomos perceber que tipo de sinais podem os pequenos dar de preparação e que tipo de práticas podemos adotar para incentivá-los a este processo de desenvolvimento. 






Na publicação de hoje, iremos abordar algumas recomendações a nível da alimentação. Fomos pesquisar alguns aspetos, que considerámos importantes e interessantes partilhar. 


  • Quando o bebé começa a comer sozinho e utiliza a colher, é recomendado recorrer a texturas para as crianças mastigarem e engolirem, de modo a desenvolver as suas capacidades alimentares. 


  • Quando o pequeno começa a mastigar com um movimento rotativo, podemos colocar pedaços alongados ou fatias de alimentos moles para poder praticar o morder. Neste caso, devemos estar atentos ao tamanho da mordida e certificar que os alimentos escolhidos desfazem-se facilmente com as gengivas. 


  • Quando o bebé começa a agarrar ou a pousar o copo. Nesta situação, podemos adotar um copo adaptado à idade para dar líquidos, sem ser o leite materno.  


  • Um último sinal é o rodar progressivamente a colher perto da boca. A diversidade de alimentos e receitas serão a chaves para descobrir novos sabores. 


Estes são alguns indícios de preparação alimentar que o bebé poderá evidenciar, afirmando-se preparado para seguir para a fase seguinte do seu crescimento e desenvolvimento. 


Na segunda parte deste tema, iremos abordar alguns comportamentos esperados a partir da concretização do primeiro ano de vida do pequeno, visto que já não é um recém-nascido.  


E vocês? Conseguiram identificar alguns deste sinais nesta fase de transição? Gostariam de partilhar algum sinal que não tenhamos partilhado na publicação de hoje? Queremos saber a vossa experiência. Queremos saber a vossa opinião




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