Falar sobre crianças

01 Abril 2026

Novas formas de brincar, novos estímulos

Novas formas de brincar, novos estímulos


Consideramos que um dos momentos que não podemos perder é as nossas brincadeiras com os pequenos. Ver a sua reação, a sua participação, a capacidade de nos surpreender com algum gesto e, acima de tudo, percebermos o seu crescimento e desenvolvimento. Faz-nos sentir que o tempo passa demasiado rápido, mas que estamos sempre presentes para ver estas pequenas e importantes evoluções.   


Hoje em dia, quando abordamos o tema das brincadeiras que fazemos com os mais pequenos, vários são os tópicos que podem geram acordo ou desacordo. Seja pela forma como é feita a brincadeira, os brinquedos utilizados e se em algum momento a brincadeira engloba dispositivos móveis, que acabam por absorver grande parte da atenção dos mais pequenos.


Compreendemos que possam existir este tipo de debates, pela realidade que vivemos e porque os mais novos têm cada vez mais cedo acesso a tudo. Tal pode ser benéfico, por estarem a par de tudo o que se passa e se prevenirem. Por outro lado, pode ser prejudicial, pelo facto de uma utilização muito precoce trazer consigo uma dependência e um excesso de utilização dos vários dispositivos que podemos obter nos dias de hoje. 


A publicação de hoje, vem com o intuito de percebermos como podemos atrasar esta utilização destes dispositivos e, adicionalmente, dar a conhecer aos mais pequenos alternativas, que poderão ganhar outra importância. Desta vez, falamos de tipos de brincadeiras que podem ser mais divertidas e desenvolverão novos estímulos. 


Assim, quisemos ir à procura de alternativas que fossem divertidas de fazer com os nossos bebés, tentando evitar a criação do hábito de ficar a olhar para um ecrã (ou pelo menos torná-lo o mais tardio possível). 

Todos nós sabemos que o tempo passado à frente da televisão ou de outros dispositivos pode gerar efeitos negativos nas crianças, como é o caso da criação de hábitos pouco saudáveis — ganho de peso ou perturbações dos seus padrões de sono e sestas. Para evitar tal situação, fomos procurar alguns exemplos de atividades interativas, para termos bons tempos de brincadeiras e de muita diversão com os mais pequenos.  


Algo que ficámos a saber é que, a partir dos 6 meses, os bebés apresentam maior agilidade, que lhe permite dar a entender que conseguem fazer algumas coisas e que há uns tempos para cá, era impossível. Movimentos como erguer as mãos e os joelhos, rebolar ou conseguir manter-se sentado, são sinais aos pais de que o seu desenvolvimento de força, coordenação motora e aptidões sociais está apenas a começar. Darmos tempo ao nosso pequeno de atividades que necessita, ao contrário de ficar à frente do ecrã, será a oportunidade perfeita para que se possa mexer, brincar e explorar o mundo à sua volta. 


Uma boa ideia será estabelecer um espaço no chão da nossa casa, que seja suficiente para o pequeno espernear, rebolar e explorar à vontade e com segurança. Uma coisa podemos garantir — quanto mais divertida for a atividade, mais tempo o bebé irá querer brincar sozinho ou acompanhado.  


Desta forma, vamos ver então quais são as alternativas:

1ª sugestão: Em vez de ligarmos a televisão da sala, podemos começar aquela típica brincadeira de nos deitar no chão ao lado do bebé, permitindo ao pequeno apoiar-se nas várias tentativas de se levantar. 

2ª sugestão: Em vez de pegarmos no primeiro dispositivo eletrónico, podemos ir buscar a caixa dos brinquedos favoritos do bebé. Criamos um cenário muito especial, colocamos o seu brinquedo um pouco fora do alcance do pequeno e encorajamos para que ele se mova das costas para a barriga, para que tente conseguir alcançar. 

3ª sugestão: Em vez de mantermos o nosso pequeno quieto na cadeira, carrinho ou espreguiçadeira, podemos encorajá-lo a sentar-se sozinho. Um exemplo será — enchermos uma garrafa com grãos de arroz para que o pequeno possa sacudir, permitindo-o a perceber o que acontece, os sons e texturas.      

4ª sugestão: Em vez de deixarmos a televisão ligada todo o dia, podemos fazer a chamada hora da barriguinha. Os bebés adoram, principalmente quando escondemos algo debaixo da manta para que eles possam ir procurar e com isso movimentarem-se. 






No fundo e o que podemos retirar da pesquisa que realizamos foi que, nesta fase inicial da vida dos nossos bebés, é importante darmos estas alternativas, para evitarmos a absorção total dos dispositivos eletrónicos e porque este momentos que passamos com eles farão toda a diferença para o futuro do bebé, dos pais e da sua relação. 


Nesta altura, os pais serão os exemplos a seguir e por isso eles vão estar atentos. Esperamos que estas ideias possam ser úteis, divertidas e que uma delas se torne na favorita do vosso filho ou filha. 


E vocês? Como estão aí as brincadeiras em casa? São criativos ou recorrem a um conjunto de brincadeiras já definido? Como é a reação dos vossos pequenos? Que desenvolvimentos foram mais evidentes? Queremos saber a vossa experiência. Queremos saber a vossa opinião. 

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