Quando somos crianças, uma das nossas grande preocupações é que tenhamos uma coleção de peluches.
Sim, peluches — daqueles fofos, que servem para tornar o quarto da criança mais alegre e para nunca dormirmos sozinhos. São os nossos melhores amigos, confidentes e podemos considerar que uns se tornam companheiros de aventuras e de vida.
Com tais características, podemos considerar que essa mesma coleção é criada consoante a ligação que o bebé ou a criança faz à medida que vão passando tempo juntos. Por isso, costuma dizer-se que cada coleção dos nossos peluches é única e irá depender dos gostos de cada criança.
Um facto que não podemos negar é que haverá sempre um peluche favorito, que o nosso bebé levará para todo o lado. E se não levar, sentirá uma profunda tristeza, pois não será a mesma coisa. Mas, será que é bom para o bebé ter um peluche favorito? Qual poderá ser o seu significado? Quanto tempo durará esta relação? E como faremos caso o peluche se perca ou nos esqueçamos de o trazer para um determinado lugar? Todas estas questões são importantes para os pais e, deste forma, pensamos que seria interessante perceber esta relação e como ela é ou pode ser vivida no dia a dia da criança e dos pais. Se é importante para o nosso pequeno, também será importante para nós, pais.
O contexto que podemos ter é o facto de o bebé só conseguir adormecer com o seu brinquedo favorito e levá-lo para todo o lado. Agora, queremos perceber de que forma os pais podem lidar da melhor forma com esta situação.
Em primeiro lugar, os pais terão que ter em mente que o brinquedo favorito é muito especial para a criança. Quando ele fica fora do alcance da criança, se perde ou não é levado, será o fim do mundo.
Desta forma, leva-nos a fazer a seguinte questão: este brinquedo favorito irá ser um companheiro constante? Fomos realizar as nossas pesquisas e tentar perceber melhor. O que conseguimos compreender é que dependerá da forma como é vista esta figura na vida do bebé. Se recuarmos uns bons anos atrás, a importância do brinquedo favorito não era de todo reconhecida e seria vista mais como algo passageiro. Nos dias de hoje, a realidade é diferente e, por isso, assumem o peluche a uma extrema importância emocional para o bebé. É considerado mesmo o seu melhor amigo, que tem um cheiro familiar e o seu contacto transmite à criança uma ideia de conforto e segurança.
O brinquedo favorito surge na vida da criança entre a idade dos cinco meses e a de um ano. Normalmente, dizem que costuma ser o peluche menos giro da sua vasta coleção de brinquedos. Ah e pais, é uma escolha do vosso filho ou filha, por isso a vossa opinião não será tida em conta e não terá qualquer tipo de influência. Porém, esta escolha será feita segundo alguns critérios— o peluche terá de ser macio, bom para morder, agradável ao toque e que tenha sempre aquele cheiro que lhe é familiar da mãe e do pai.
O brinquedo favorito desempenha um papel de enorme importância na vida da criança, por uma simples razão— é o primeiro objeto que a criança realmente possui. Além disso, faz com que o bebé faça esta transição o seu restrito e controlado ambiente e o mundo que se encontra lá fora, entre aquilo que é a realidade e o que possa ser do imaginário ou, até mesmo, entre a presença e a ausência. Um exemplo que encontramos e partilhamos com vocês é o facto de o brinquedo favorito poder substituir a mãe quando está ausente, o que faz com que o bebé fique tranquilo quando está com outras pessoas, que não sejam a mãe ou pai.
Mas, e se o nosso filho ou filha não tiver um brinquedo favorito? Não se preocupem, será porque não achou necessário ter um. Poderá ter outras maneiras de se sentir seguro e reconfortado, como por exemplo chuchando no dedo ou cantar a sua canção favorita.
Agora, que tentamos compreender e explicar a relação da criança com o seu melhor amigo, queremos ajudar os pais a tentar resolver os problemas como a perda do brinquedo favorito do seu filho ou se, eventualmente, se tenham esquecido dele em algum sítio. Fomos à procura das melhores dicas e não podíamos deixar de partilhar com vocês os possíveis cenários que podem estar associados ao melhor companheiro do nosso bebé:
- Quando passamos o dia fora e o peluche favorito é deixado em casa— em primeiro lugar não devemos entrar em pânico; podemos compensar o nosso bebé com muitos beijinhos e abraços , pois afinal de contas o peluche é o substituto da mãe; será a oportunidade ideal de os pais reconquistarem o seu lugar;
- Quando o brinquedo do nosso bebé é visto pelos pais como um trapo— bem, uma coisa é certa não iremos conseguir (ou pelo menos não convém) deitar fora; uma ideia possível será remendar e para isso terá de criar uma pequena história . podemos dizer que o melhor amigo está doente e que teve de ir passar uns dias a casa dos tios ou dos avós — de um momento para o outro o peluche estará como novo e voltará para os braços do nosso pequeno;
- Quando perdemos o brinquedo favorito do nosso filho ou filha— uma solução pode passar por termos o seu duplo; contudo a criança pode notar alguma diferença no seu novo melhor amigo; até lá podemos tentar perceber se conseguimos resgatar o brinquedo perdido e apresentar o duplo do brinquedo favorito ao nosso filho ou filha;
- Quando o brinquedo é lavado e limpo— o melhor amigo da criança deverá ser lavado e limpo regularmente; a melhor altura será quando o bebé não estiver a necessitar dele; se puder, podemos utilizar a máquina de lavar e secar para ser mais eficaz e rápido o processo; até o brinquedo estiver pronto, pode sempre recorrer ao seu duplo; não se esqueça de lavar o duplo as mesmas vezes que limpa o original, para existir um equilíbrio de utilização e terem cheiros idênticos.
Agora que já partilhamos estas dicas com vocês, achamos que falta responder a uma pergunta importante que vocês querem saber (e nós também) — quando é o nosso bebé irá decidir o momento de deixar o seu companheiro? Bem, sabemos que essa decisão será tomada quando a criança achar que é a altura certa. Pelo que descobrimos, podemos apontar para a idade entre os três e os seis anos. Se a criança chegar aos seis anos e continuar muito apegada ao seu companheiro, podemos explicar ao nosso filhos ou filha que estará na altura de deixar o seu brinquedo favorito e guardá-lo no seu quarto. O ideal será ter esta conversa aos poucos, o que vai permitir à criança começar a deixar de forma gradual o seu melhor companheiro. E assim, poder terminar mais uma fase na sua vida.
Uma coisa é certa, com esta temática abordada hoje nesta publicação, podemos perceber que este companheiro será das primeiras relações que o nosso bebé irá ter e criar. É importante que seja respeitado, pois é uma relação muito especial para o nosso filho ou filha. Será um pequeno e possível início daquilo que será a criação das suas futuras amizades. Estamos a falar de uma idade em que tudo é possível e que o seu melhor amigo é o seu brinquedo favorito.
E vocês? Como reagiram a esta fase de vida do vosso bebé? Qual foi o seu brinquedo favorito? Foi difícil explicar que estaria na altura de deixar e guardar o seu companheiro de aventuras? Queremos saber a vossa experiencia. Queremos saber a vossa opinião.





